MST resiste mas desocupa Fazenda Santa Maria em STI

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Santa Terezinha de Itaipu - PR - Cerca de 650 policiais do Batalhão de Choque, Polícia Militar, Polícia Ambiental e da PRF (Polícia Rodoviária Federal), cumpriram na manhã de ontem (18), mandado de reintegração de posse concedido pela Justiça, na Fazenda Santa Maria, em Santa Terezinha de Itaipu.

O efetivo se deslocou em comboio de Curitiba em direção à fronteira, chegando em Foz do Iguaçu, por volta das 17h da terça-feira (17), dirigindo-se ao quartel do 14º BPM, na Avenida General Meira, região sul da cidade. 

No BPM ninguém estava autorizado a dar informações sobre a intensa movimentação policial, mas havia a desconfiança que algo muito grande estava por acontecer. O comboio chamou a atenção durante todo o trajeto pela BR-277, devido ao tamanho da comitiva de carros, caminhonetes, ônibus e micro-ônibus, todos lotados de policiais militares. 

ORDEM JUDICIAL 

A Fazenda Santa Maria, pertencente ao Grupo LRS Agro Pastoril e estava invadida desde 18 de março deste ano. O MST já havia sido avisado que a reintegração aconteceria. 

Amanhecendo o dia, apenas o movimento de dezenas de carros e centenas de homens aquartelados, no Ginásio de Esportes Natalino Spada, quebrava o silêncio da pacata Santa Terezinha de Itaipu. 

Por volta das 6h30min, quando os primeiros homens começaram a embarcar nos micro-ônibus que os levaria até o portal de acesso ao Corredor da Biodiversidade, local onde seria realizado a desocupação.   

Enquanto os soldados se preparavam para a abordagem, os integrantes do MST se adiantaram e colocaram dois caminhões atravessados na pista da BR-277 bloqueando a passagem, sentido pedágio de São Miguel do Iguaçu. 

Os sem-terra atearam fogo em dois caminhões sendo que um deles estava carregado de pneus na carroceria. As chamas foram vistas a quilômetros de distância. Junto da ação, foguetes e pedras foram disparados contra as forças policiais, que revidaram com bombas de efeito moral. 

Às 6h45min os soldados da Polícia Militar do Grupo Choque se posicionaram com seus escudos a poucos metros dos caminhões atravessados na pista e diante do fogo alto, podiam ouvir o grupo gritando palavras de ordem: “ninguém vai nos tirar da nossa terra” e “a culpa é do governo”. 

Cerca de 200 famílias, que ainda permaneciam na área invadida começaram a ser transferidas para o Assentamento Antônio Tavares, em São Miguel do Iguaçu. O prazo dado pela PM, para desocupação total da Fazenda Santa Maria, é de dois dias.

 

A PM começou a cadastrar os invasores ontem

 

Depois do entrevero, a criança caminha pelo acampamento

 

Fotos: Fabiane Tavares

 

 

 

 

 

 

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