Lideranças de Céu Azul apoiam movimento contra custo do pedágio

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Céu Azul - PR - Os números apresentados na reunião de Foz do Iguaçu, na sexta-feira 22/01, não deixam dúvidas, o modelo adotado pelo Estado do Paraná na concessão de rodovias está superado. O encontro contou com importantes adesões, quatro deputados estaduais e o Federal Evandro Roman, além de inúmeras lideranças políticas da região e, sobretudo, as ligadas ao agronegócio.

Céu Azul foi representada pelo prefeito em exercício João Betto, vereadores Sírio de Carli; Marciano Boaroli e Eliazar Brizolla. Laurindo Tasta, presidente da ADEZUL e o professor Jorge Henrique, também acompanharam o evento, promovido pela Câmara Técnica de Infraestrutura e Logística do Programa Oeste em Desenvolvimento.

No Paraná os contratos com as concessionárias são de primeira geração (1998), hoje o sistema evoluiu, já na quarta geração, os modelos são outros com tarifas menores e obrigações maiores para os concessionários. João Artur Mohr, Membro do conselho temático de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), fez uma comparação entre o modelo utilizado no Paraná – o primeiro do Brasil – com demais estradas brasileiras levando em conta o fluxo de veículos, valor da tarifa e obras realizadas.

Enquanto a média do valor aplicado por eixo nas rodovias paranaenses é de R$ 9,58 a cada 100 quilômetros, em Mato Grosso do Sul é R$ 5,90, no contrato firmado em março de 2014. Aqui, a concessão previu apenas 32% de duplicação nas estradas enquanto as sul-mato-grossenses exigem 98% das rodovias duplicadas em no máximo cinco anos. “Quando assinamos esses documentos não tínhamos experiências, pois fomos os primeiros e vivíamos uma instabilidade econômica. Por isso defendemos a uma nova licitação. Com novas regras. Que defenda os usuários”, disse.

O advogado Homero Marchese acredita que numa nova licitação, com base nos modelos atuais, o valor do pedágio pode reduzir de 40% a 50%. “Nos trechos do Oeste onde se paga cerca de R$ 15 a cada 100 quilômetros cairá para R$ 6 ou R$ 7 e o volume de obras duplicará”.

Dilvo Grolli, diretor-presidente da Coopavel, acredita na necessidade de uma revisão para defender o agronegócio do Oeste. “O custo total do pedágio para a exportação agroindustrial da região custa R$ 100 milhões por ano”. E completou: “De cada 100 sacas de soja enviada ao Porto de Paranaguá, duas são utilizadas para pagar o pedágio. No milho, sobe para cinco”.

Assessoria - Foto: Divulgação

 

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