Preço incentivou expansão da produção de peixes no Paraná

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A valorização dos preços foi um dos estímulos à produção de peixe no Estado nos últimos anos. Entre 2011 e 2016, o preço por quilo da tilápia subiu, em média, 42,1%. Atualmente o quilo é vendido no varejo a R$ 30,00, valor superior à maioria dos cortes de carne bovina, por exemplo. “Mas apesar da valorização, a atividade sofre com pressões nos custos dos insumos importados, impactados pelo dólar alto”, diz Edmar Gervásio, técnico do Deral.

O aumento dos preços de insumos, como energia e rações, diminuiu a rentabilidade média dos piscicultores de Maripá de 25% a 30% para entre 15% e 20%, de acordo com Ziliotto, da Emater. “Houve perda de rentabilidade, mas ainda assim a atividade é lucrativa para quem tem alta produtividade”, diz.

O consumo de peixe vem crescendo no Brasil e hoje está próximo de nove quilos por ano, mas ainda está abaixo dos 12 quilos por ano recomendados pela FAO – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura.

A piscicultura no Estado gera um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 425,6 milhões por ano, de acordo com dados mais recentes do Deral, referentes a 2014. O núcleo de Toledo, que reúne 21 municípios da região Oeste, responde por 33% desse valor, seguido por Paranaguá, com 21%, e Cascavel, com 14,1%.

Além dos peixes, o Paraná produz, em média, 169 mil dúzias ostras, 196 mil dúzias de caranguejos e 3,65 milhões de unidades de peixes ornamentais por ano. A tilápia, espécie originária de Ásia, representa 74% da produção de pescados no Paraná.

 

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