Indústria automotiva e quebra de safra afetaram PIB em 2014

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PARANÁ - O Paraná apresentou queda de 1,5% no seu Produto Interno Bruto (PIB) em 2014, que somou R$ 348,08 bilhões, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes).

A economia do Paraná foi pressionada pelos efeitos da quebra da safra de soja, retração da indústria da transformação e da produção de energia – prejudicada, ainda, pela política de controle de preços de energia pelo governo federal.

Com o resultado, o Paraná registrou uma participação de 6% no PIB brasileiro em 2014, contra uma presença de 6,3% em 2013. O PIB per capita de 2014 foi estimado em R$ 31.410,74.

“Uma combinação de fatores infelizes fez com que a economia do Paraná tivesse esse desempenho em 2014. De um lado a quebra da safra, afetada pela seca, de outro a retração da produção automotiva e, por último, a queda na produção de Itaipu e a política de controle de preços do setor energético pelo governo federal”, explica Julio Suzuki Júnior, diretor presidente do Ipardes.

SENTE MAIS - A agricultura costuma dar o tom do ritmo da economia no Estado, ressalta o economista. Quando o campo vai bem, o Paraná costuma ter um desempenho melhor do que o restante do País. Quando vai mal, a economia do Estado sente mais o peso da retração mais do que a média.

De acordo com o IBGE, a agricultura do Paraná registrou uma queda de 2,4% no valor adicionado bruto. Contribuiu para o resultado o recuo em volume do cultivo de soja (-5,4%), principal cultura agrícola paranaense.

Em 2014, de acordo com o IBGE, a produção sofreu com o clima quente e seco no momento do desenvolvimento (na fase de enchimento dos grãos), reduzindo, assim, o seu peso.

A atividade pecuária, por sua vez, avançou 2,4%, consequência da expansão da criação de aves e criação de suínos que fecharam o ano com variações em volume de 4,3% e 14,0%, respectivamente. A agropecuária como um todo registrou queda de 0,9% em 2014.

INDÚSTRIA - O maior impacto negativo, porém, se deu na indústria da transformação, que fechou o ano com recuo de 9,4%, impactada pela forte recessão brasileira.

O setor registrou quedas na produção de automóveis, camionetas e utilitários com diminuição em volume de 27,9%. As maiores reduções foram na produção de automóveis, caminhão-trator para reboques e semirreboques, caminhões, veículos para o transporte de mercadorias e motores de explosão e combustão interna para veículos automotores.

A queda nos investimentos das empresas também afetou a produção de máquinas e equipamentos, que registrou retração de 12,3%, explicada pela redução na fabricação de tratores agrícolas, máquinas para colheita, aparelhos ou equipamentos de ar condicionado para uso central e máquinas para preparação de matéria têxtil.

A indústria de alimentos também registrou recuo, de 6,5%, pressionada pela produção de bombons e chocolates em barras contendo cacau, rações e outras preparações utilizadas na alimentação de animais, chá mate beneficiado, açúcar VHP, açúcar cristal e carnes e miudezas de aves congeladas;

ENERGIA - A atividade de produção e distribuição de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana, registrou retração de 6%, sendo determinante para esse resultado a queda da produção de energia elétrica da Usina Hidrelétrica de Itaipu decorrente da seca durante o ano de 2014.

SERVIÇOS - Os serviços, responsáveis por quase dois terços da economia paranaense, fecharam o ano de 2014 com variação em volume de 0,6% em seu valor adicionado bruto. Destaques positivos para as atividades de informação e comunicação (7,2%); atividades profissionais, científicas e técnicas, administrativas e serviços complementares (4,2%); e educação e saúde privadas (2,9%); que somados representam 12,5% da economia paranaense.

Os destaques negativos ficaram com as atividades de comércio, manutenção e reparação de veículos automotores e motocicletas (-0,6%) - influenciado pela retração de 0,4% no comércio varejista e a queda de 6,7% no comércio de veículos, inclusive representantes comerciais. Também houve em administração, educação e saúde pública, defesa e seguridade social (-0,1%) e Intermediação financeira, de seguros e previdência complementar e serviços relacionados (-5,8%).

Foto Divulgação

 

 

 

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