Narcotráfico oferece US$ 5 milhões para quem matar o presidente do Paraguai

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FOZ DO IGUAÇU – PR - As agências internacionais Reuters e EFE noticiaram no final de semana que o presidente do Paraguai, Horácio Cartes, está com a cabeça à prêmio. Segundo as reportagens, a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) ofereceu US$ 5 milhões pela cabeça do presidente.

O jornalista Leonardo Coutinho também escreveu para a revista Veja. “Narcos agem como narcos. Em 1989, Pablo Escobar, o chefão do Cartel de Medellín, tentou matar o então ministro da Justiça e candidato à Presidência da Colômbia, César Gaviria. Com a ajuda de um terrorista do ETA (o grupo separatista basco, da Espanha), seus capangas plantaram uma bomba em um voo de carreira no qual Gaviria embarcaria.

A explosão deixou um saldo de 110 mortos. Gaviria não estava a bordo. Vinte e sete anos depois, a audácia se repete. Na semana passada, autoridades do Paraguai revelaram que bandidos brasileiros que operam no país puseram a cabeça do presidente Horacio Cartes a prêmio: 5 milhões de dólares para quem o matar. A oferta, segundo o ministro-chefe da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai, Hugo Vera, partiu do Primeiro Comando da Capital (PCC), a organização criminosa que surgiu em São Paulo em 1993 e hoje busca a hegemonia do tráfico de drogas no país vizinho”, escreve Coutinho.

Reforço na segurança

Segundo a Veja, o ministro do Interior, Francisco Vergara, confirmou que o serviço de inteligência do Paraguai possuía informações muito sólidas sobre a ordem do PCC. O ministro determinou reforço na segurança do presidente e de sua família.

Coutinho prossegue: “Segundo as autoridades paraguaias, a ordem para o atentado foi emitida pelo traficante brasileiro Jarvis Chimenes Pavão, reconhecido como o maior nome do PCC no Paraguai e um admirador de Pablo Escobar. Pavão ganhou as páginas do noticiário paraguaio há dois meses, quando o Ministério Público revelou que ele — a exemplo de seu ídolo colombiano — mandara construir instalações repletas de conforto para o cumprimento de sua pena dentro de um presídio de segurança máxima. O pavilhão vip de Pavão era equipado com três suítes, camas de casal e televisores, além de contar com uma biblioteca, uma cozinha e um escritório onde ele despachava com seus comandados”.

O Governo Cartes descobriu as mordomias de Pavão e demitiu a ministra da Justiça Carla Bacigalupo. A reação do Estado, que levou ao fim dos privilégios de Pavão, teve início em junho, quando o traficante brasileiro Jorge Rafaat foi executado na cidade de Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Brasil em junho.

Metralhadora de guerra

A execução do traficante Jorge Rafaat Toumani, 47 anos, conhecido como o “Rei da Fronteira”, ocorreu no centro da cidade de Pedro Juan Caballero, que faz fronteira com Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul. Jorge Rafaat foi alvo de disparos de armamento calibre .50, usado em táticas antiaéreas pelas Forças Armadas.

A metralhadora .50, tem poder de fogo para perfurar blindados e derrubar aeronaves, e é utilizada pelo exército somente em situações de guerra

Segundo relatos de testemunhas aos jornais paraguaios, os tiros eram tantos que parecia um cenário de guerra. Por volta das 19h, ao sair de seu escritório, Jorge Rafaat Toumani foi atacado por um grupo de pessoas que portavam fuzis, metralhadoras como AK 47 e Mag antiaérea. Os suspeitos estariam em três veículos.

O traficante estava na companhia de 30 seguranças quando foi abordado pela outra facção. Houve troca de tiros deixando pessoas feridas e mortas. O traficante e empresário, foi morto no banco do motorista com tiros na cabeça e tórax. No local, além de centenas de cápsulas de projéteis, a polícia também encontrou armas de grosso calibre, tais como fuzis e .50, todos de posse militar, que furaram a blindagem do veículo Jipe Hummer. O armamento usado foi o mesmo modelo utilizado pelo exército dos Estados Unidos.

Seguranças do traficante foram mortos, porém a informação ainda não foi confirmada pela Polícia Nacional Paraguaia. Entre os feridos está um agente policial local, com nome de Jorge Espindola. Sete pessoas ficaram feridas no tiroteio, pois estavam próximas ao Mercado Municipal de Pedro Juan Caballero, onde ocorreu a emboscada.

Foto principal: Governo do Paraguai / Divulgação

 

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