Afaste-se de quem só aproveita de você!

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Simbiose: interação entre duas espécies que vivem juntas (eco), associação íntima entre duas pessoas (fig), do latim ” vida em comum, camaradagem, intimidade ” – Fonte: Google.
Afastar-se de quem só se aproveita é tarefa árdua.
Aquelas relações que seguimos carregando como uma bola de ferro nos pés, são pesadas, nos machucam, sugam nossa energia, nosso tempo e nosso amor.
Algumas pessoas que amamos, utilizam nossa boa vontade, concientes ou inconscientes, unicamente para seu benefício egoísta.

Simbioses formam o mundo, a mãe natureza, nossa grande mestra é composta de simbioses. Nossos bebês nascem indefesos e precisam da mãe para tudo – desde o início da vida somos dependentes de alguém ou de algo, de ar, de água, alimento, luz do sol….. E de simbioses a simbioses, vamos nos associando e dissociando, formando associações que servem um momento em quanto outras, se permitirmos,, permanecem enquanto pelo menos uma das espécies se beneficia, como peixes que acompanham o tubarão, as hienas que espreitam leões, as plantas trepadeiras nas árvores …seres humanos a se edificar ou destruir no ciclo da vida e morte que não cessa, se alimentando ou destruindo mutualmente, parasitariamente. Nas relações humanas se reconhece o mesmo paradigma, partimos dos nossos lares maternos em simbioses de sobrevivência e simbioses comportamentais com nossos familiares, algumas matrizes vamos repetindo com o grupo de amigos e parceiros/as amorosos/as, outras matrizes vão surgindo com o desenrolar dos anos entre as diferentes interações que criamos.
Nossa biologia está firmemente estruturada nas simbioses que somos, nosso corpo é um milagre existencial da simbiose de bilhões de células, nascendo e morrendo a cada respiração. O interessante é constatar que nossa noção de sermos o milagre que somos desapareceu por completo – resumiu-se a uma vida nos âmbitos da mente. Dentro da família, da escola, ambientes sociais, criamos círculos simbióticos de pensamentos, sensações, emoções, comportamentos – dependências.
A mais dolorosa de todas as simbioses – são as simbioses comportamentais com as pessoas que amamos, pessoas com as quais alimentamos uma simbiose tóxica em nossas vidas, mutuamente.
Em algum momento já exercemos de tubarão, de peixinho acompanhante ou de comida no ciclos da vida, mas quando nossa consciência começa a expandir-se, inicia-se o processo de autoconhecimento e organização da nossa interação com a realidade que vivenciamos..
Quem sou? Só reclamo? Meu ambiente mental é pesado? Baixa autoestima?
Somos co-criadores da nossa realidade imediata, assim que, atraímos as simbioses relacionais através da nossa vibração.
Duro. Dói. Reconhecer-se. – “Eu atraio e mereço o que está acontecendo agora em minha vida.”

Aquele amigo que está sempre sem grana – mesmo quando o amigo trabalhava, saia contigo e magicamente na hora de pagar o cartão de crédito dele não funciona? Te manda o texto ainda na cara dura, ” você tem grana, paga tudo” – você há anos paga tudo não? Coitadinho do amigo, sofre tanto – você dá presentes, dá apoio, e ele nunca muda, pede dinheiro até para comprar um remédio caríssimo que o filho precisa, mas nunca deixa de comprar sua 6 latinhas no final de cada dia, nem de planejar sua viagem ao exterior, fala mal de você, de como você ” se acha”, de como você é ” manipulador”, se não fosse só o se aproveitar e fazer de vítima, ainda te inveja abertamente.

A mesma conversa com seu irmão anos e anos, até ele te irritar em 30 segundos  dizendo ” você é igual ao pai” – e a discussão se repete até nas mesmas frases? E ele é o que mais se parece com o tal citado pai?
Seu outro irmão viciado, mas que vive sob uma vitrine de aparências e te usa como coringa sempre? Sua mãe que não para de jogar pôquer na internet e perder? Aquele jeito que a sua mãe tem de só ficar falando o tempo todo da vida alheia – que você nunca tinha percebido antes? E com aquele sub tom na voz que julga e condena?
Aquele jeito que seu pai fala de você – fazendo com que você se sinta inútil, ignorante? E ainda acreditando que a sexualidade é suja, errada, que você é algo ruim? No seu trabalho, aquele colega que só se aproveita dos seus projetos para aparecer? A sua amiga que empresta suas roupas e devolve sujas, cheirando a cigarro?
Seu filho que já saiu de casa mas ainda traz toda a roupa para lavar? E pede dinheiro para sair? O seu namorado que comenta que o você é gorda, que te humilha, mas você o ama e faz tudo para ficar com ele? E quantas milhares de outras simbioses tóxicas criamos, alimentamos, nos deixamos envolver?
Conscientes do que fazemos, de quem somos, é grande o desafio de cortar a simbiose para que todos envolvidos possam crescer, compreender que o amor que ama, escraviza e intoxica, Que o amor tão filosofado e pouco vivenciado pode e tem seu lado escuro?
Ninguém é escuridão o tempo todo, e é pelo bom em cada um deles que não conseguimos deixar a situação que nos intoxica, é pelo apego que continuamos ali, alimentando os laços das simbiose que mais nos tomam que doam.
Ingerimos álcool, fumamos cigarros, comemos junto, respiramos o ar das cidades, entramos em praias contaminadas, isso também é veneno.
Grandes reis tomavam pequenas doses de veneno diariamente para evitar os envenenamentos, mas quanto veneno é pouco, quanto é muito?
Quanto tempo seguimos fazendo do tóxico a regra, pois” é assim” ” fulano é como é”?
Requer muita coragem saber dosar a presença de simbioses tóxicas, como deixar de ver a própria mãe? Como fazer isso com seu filho? Pobrezinho do amigo? Até o momento da compreensão e salto de consciência. Um cansaço de ser sugado em nome do amor, nasce o respeito por si. Nosso amor próprio fala mais alto que tudo, e de repente, o coração, apaixonando-se por si mesmo, já sabe que não pode se permitir o desgaste de tanto tóxico. É aquele pingo de branco no preto do símbolo yin e o pingo de negro no símbolo yang que nos prende ao que amamos e nos intoxica…ou edifica.
Cabe a cada um encontrar no despertar da sua consciência, o fundo da bondade, da generosidade e do amor que pode doar sem se sentir usado.

O quanto de álcool, tabaco, comida junto e pessoas tóxicas que vem sem avisar o mal que fazem queremos ingerir. Mas a maior coragem é não precisar mais dessas simbioses.
Afastar-se de quem só se aproveita, de quem só pesa, só reclama, só vive em drama e conflito.
Quando um círculo vicioso se rompe – é um alívio, uma tristeza, um desespero, uma alegria. Vira memória ou peso, somos nós que decidimos. Praticar o desapego não só na teoria e na dialética. Ser o desapego. Abrir espaço para o novo. Para o que podemos ser em novos horizontes.  Caminhar em rumo ao desconhecido de coração aberto e com lugar no peito para novas experiências.
Novas simbioses. De LUZ, de PAZ, de Alegria. Leves….
Uma ráfaga de vento sob nossas asas…rumo à liberdade.

 

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