Paulo Mac Donald reúne seu grupo político para escolher um novo candidato

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FOZ DO IGUAÇU - PR - Mesmo sofrendo a derrota na Justiça Eleitoral, o ex-prefeito Paulo Mac Donald pretende ser um dos principais atores na nova eleição. Legitimado pelos 58 mil votos e relembrado por uma boa gestão nas áreas de saúde e educação, Mac Donald pretende influenciar na decisão do pleito eleitoral apoiando um candidato de seu grupo.

É importante lembrar, no entanto, que na história recente deste país (pós ditadura militar), só se tem notícia de um único político que tenha conseguido transferir votos maciçamente para outro candidato, e foi o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que elegeu a improvável ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef sua sucessora; e, ainda, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, ambos considerados à época sem nenhuma chance frente seus adversários.

No dia 14, um dia após a decisão do TSE, Paulo já reuniu os partidos que participaram da sua coligação. Na reunião ele disse que considerou a decisão do TSE injusta. “Por apenas um voto, a corte frustrou a decisão de mais de 58 mil eleitores”, ponderou.

Na verdade, o que estava em julgamento não era a vontade dos eleitores, mas a condição de elegibilidade, ou não, do candidato do PDT, que foi considerado inelegível pelo TSE.

Mac Donald disse ter andado pela cidade e percebido o apoio e o carinho dos eleitores. “O clima na cidade é de comoção. As pessoas não compreendem o que ocorreu, mas o grupo vai seguir com cabeça erguida e decidir com calma o que fazer. “Essa é uma primeira conversa. Nossos partidos aqui defendem o lançamento de um candidato próprio”, disse ele, logo após o encontro com os dirigentes partidários do seu grupo.

Durante o encontro foi feita uma avaliação do momento político e as decisões que deverão ser tomadas. O grupo entende que não deve compor com Chico Brasileiro, mas lançar um candidato com capacidade administrativa e eleitoral para vencer o pleito.

O candidato “novo” atrás de apoio

Phelipe Mansur esteve na reunião e disse que seu grupo decidiu por disputar novamente a eleição, mas ele não descartou a possibilidade de uma aliança com Mac Donald. O nome de Mansur está longe de ser um consenso dentro da Coligação do ex-prefeito que disputou a majoritária em outubro passado.

No PDT correligionários e apoiadores de Mac Donald querem um candidato próprio da sigla. Por outro lado, apoiadores de Mansur, membros e voluntários do CEAC têm as opiniões divididas. Alguns acham que ao apoio de Paulo será decisivo e é indispensável para “garantir” a eleição do candidato do Rede Sustentabilidade; já uma outra ala acredita que é absolutamente incompatível a postura ética adotada e defendida pela entidade, com o apoio de um candidato que teve a candidatura impugnada devido à uma condenação por improbidade administrativa.

Foto: Arquivo JI

 

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