Só escapou o Bobato: 6ª fase da Pecúlio atinge Vitorassi, Gessani e professor Sérgio

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FOZ DO IGUAÇU – PR – A 6ª fase da Operação Pecúlio, deflagrada na madrugada desta sexta-feira (16) está cumprindo mais 31 mandados de condução coercitiva e 36 de busca e apreensão. Os vereadores Gessani Silva (PP) e Dilto Vitorassi (PV) foram alvos de mandados de busca e apreensão e de condução coecirtiva. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido na residência do suplente de deputado federal, Professor Sérgio de Oliveira (PSC).

Nesta operação estão envolvidos 120 policiais federais, procuradores e Ministério Público Federal. Batizada de Nipoti 2, a operação representa uma continuidade à execução de medidas judiciais expedidas pela 3ª Vara da Justiça Federal de Foz do Iguaçu com o objetivo de desarticular um grupo de pessoas que praticavam irregularidades na Prefeitura e na Câmara para desviar recursos públicos e obter vantagens.

Na quinta-feira (15) foram cumpridos 78 mandados judiciais, sendo 20 de prisão preventiva, oito de prisão temporária e 11 de condução coercitiva, além de 39 de busca e apreensão. Entre os presos estão 12 dos 15 vereadores.

Momento em que as viaturas da PF retornavam à sede com os primeiros conduzidos

Os parlamentares presos são investigados por indicações de familiares e cabos eleitorais para serem contratados por empresas da cidade ou ocuparem cargos em comissão na Prefeitura de Foz do Iguaçu. Alguns vereadores também recebiam uma espécie de “mensalinho” para apoiar os projetos do prefeito afastado Reni Pereira. Segundo o procurador Alexandre Halfen da Porciúncola, o mensalinho girava em torno de R$ 5 mil a R$ 10 mil.

"Alguns vereadores eram aquinhoados com R$ 5 mil e mais uma diretoria ou cargo na prefeitura. Tudo isso para que houvesse apoio político ao grupo que estava na prefeitura e para que alguns vereadores de oposição fizessem o que chamamos de 'oposição mitigada', uma oposição não muito aguerrida contra o governo”, disse o procurador.

Na atual fase da Operação Pecúlio, dos 15 vereadores eleitos, apenas Nilton Bobato (PCdoB) está ileso, sem que tenha sido, em momento algum, alvo da Polícia Federal nas ações referentes à operação.

Fotos: Silvio Palmieri

 

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