Operação Peculio descobre envolvimento da Igreja Assembleia de Deus

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FOZ DO IGUAÇU – PR - A Operação Pecúlio, que investiga uma organização criminosa supostamente chefiada pelo prefeito afastado Reni Pereira, chega até à igreja Assembleia de Deus. Os detalhes da maracutaia foram revelados na delação premiada do ex-secretário da Tecnologia da Informação, Melquizedeque de Souza, que também faz parte de uma igreja evangélica.

Em seu depoimento na Polícia Federal Melquizedeque declarou: “A pedido do prefeito Reni Pereira foi solicitado que eu arrumasse R$ 150 mil para a igreja Assembleia de Deus da área central, para evitar que o imóvel fosse a leilão”, confessou.

Na sequência de seu depoimento, ele entregou outros personagens que agiram no esquema. Por interferência de Melquizedeque, que todos sabiam gozar da confiança de Reni, o veredor Marino Garcia emprestou R$ 50 mil e o secretário de Administração, Chico Noroeste, emprestou outros R$ 100 mil, demonstrando que o dinheiro corria fácil nas mãos das pessoas que se relacionavam com o prefeito.

O depoimento de Melquizedeque revela ainda que o empresário Euclides Barros emprestaria R$ 150 mil para liquidar a dívida mais urgente da igreja. Todavia, mais esperto que uma raposa, o empresário exigiu o terreno do estacionamento em frente à igreja como garantia. Como em qualquer acordo de quadrilhas, Melquizedeque solicitou comissão pela venda do terreno, que valia muito mais de R$ 150 mil, porque fica em área central da cidade, em frente à Churrascaria Premium, localizada na rua Quintino Bocaiúva quase esquina com a Marechal Floriano Peixoto.

Melquizedeque soltou a língua e contou muito mais. Disse que Reni acompanhou toda a negociação e que o objetivo era obter apoio da igreja e dos pastores para a sua esposa, Claudia Pereira, que disputava a eleição de deputada estadual.

O depoimento revela ainda que os R$ 150 mil emprestados pelo empresário Euclides Barros deveriam ser pagos pela Igreja, já que o terreno não fora transferido. Melquizedeque cita os pastores Egeu, Nilson e Pedro, mas o dinheiro aplicado pelo empresário não foi recuperado.

Melquizedeque diz ainda que Reni pediu para que ele fizesse um empréstimo em casas de câmbio para devolver o dinheiro emprestado pelo empresário, mas a operação não foi realizada porque o Gaeco já estava na cola do ex-secretário. 

Segundo o depoimento de Melquizedeque, Chico Noroeste fez o empréstimo por meio de uma transferência bancária. Já o vereador Marino Garcia emprestou em dinheiro vivo e Euclides Barros por meio de um cheque nominal. A certeza da impunidade era tamanha que os envolvidos faziam tudo às claras.

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