Reús na Pecúlio são candidatos à vereador em Foz do Iguaçu

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FOZ DO IGUAÇU - PR - A disputa pelo voto rumo à Câmara Municipal de Foz do Iguaçu conta com oito réus indiciados pela “Operação Pecúlio”. O grupo é formado por cinco vereadores em busca de reeleição: Paulo Rocha (PMDB), Beni Rodrigues (PSB), Darci Siqueira (PTN), Edílio Dall’agnol (PSC) e Hermógenes de Oliveira (PSC).

E também por dois homens de confiança do prefeito afastado Reni Pereira (PSB): O ex-secretário de Esportes, Anderson de Andrade (PSC), e o ex-secretário de Segurança Pública, Cleumar Farias (PSB).

Os oito tornaram-se réus em junho deste ano após o juiz responsável pela 3ª Vara Federal receber denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF).

No tópico 7 da acusação, o MPF imputa o Artigo 317 do Código Penal aos vereadores Paulo Rocha (PMDB), Beni Rodrigues (PSB), Darci Siqueira (PTN) e Edílio Dall’agnol (PSC). “Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem”.

Para fundamentar esta acusação, os procuradores responsáveis pelo caso relataram como os agentes públicos nomeados por Reni Pereira movimentaram a máquina governamental para ter apoio político, principalmente no Poder Legislativo.

O ex-líder de Governo, vereador Hermógenes de Oliveira (PSC), é processado por crimes de corrupção ativa e participação de organização criminosa. Mogênio, como é conhecido, é citado em dois eventos narrados pelos procuradores do MPF. Em ambos os casos o vereador faz uso de sua prerrogativa parlamentar para conseguir benefício político.

Na denúncia do MPF, acatada pela Justiça, os procuradores sustentam que o apoio parlamentar na Câmara de Foz foi objeto de barganha política com o Governo Reni em troca de cargos comissionados e indicações de cabos eleitorais em empresas terceirizadas que prestam serviço à administração pública municipal.

A reportagem do Jornal do Iguassu apurou que o prefeito afastado Reni nomeou diversas pessoas ligadas ou indicadas por parlamentares em cargos de comissão na Prefeitura. Entre elas, filhos dos vereadores Paulo Rocha e Beni Rodrigues.

“Tal fato ocorre ou com a finalidade de evitar que investigações sejam iniciadas e tenham prosseguimento na Câmara dos Vereadores, ou para que esta aprove projetos de lei de interesse do Poder Executivo”, pontua o MPF.

Ex-secretários envolvidos disputam vaga na Câmara

Anderson Andrade, ex-secretário de Esportes, foi denunciado pelo MPF por fraude em programas sociais esportivos instituídos no município sob a gestão de Reni. De acordo com o MPF, além de autorizar o pagamento de subsídios à pessoas que não se enquadrariam nos critérios de recebimento destes benefícios, o ex-secretário desviou recursos públicos ao direcioná-los à indivíduos contratados por critérios políticos.

Já o ex-secretário de Segurança Pública, Cleumar Farias (PSB), é acusado de fraudar licitação destinada para contratação de empresa especializada para prestação dos serviços de ampliação do Sistema de Videomonitoramento Urbano do município.

Todos os acusados negam qualquer envolvimento nos crimes em que foram denunciados.

 

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