Disputa pela presidência de Itaipu continua acirrada

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Foz do Iguaçu - PR - Passados vinte um dias, a nomeação do diretor geral de Itaipu na gestão do presidente em exercício Michel Temer (PMDB) continua acirrada nos bastidores da política nacional. A briga envolve um dos postos mais cobiçados do país, ocupado desde 2003 pelo ex-deputado federal Jorge Samek (PT).

Nomeado originalmente pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após a ascensão do PT ao poder, Samek foi reconduzido consecutivamente ao longo de quatro mandatos, mas com o afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT) e a provável confirmação do impeachment pelo Senado, o petista provavelmente terá que deixar a vaga.

O tucano Beto Richa, que apoiou o afastamento de Dilma e vem buscando proximidade com o governo Temer, tenta emplacar o nome do ex-deputado federal e atual presidente da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) – Abelardo Lupion (DEM). O PSDB chegou a cogitar a indicação de Eduardo Sciarra (PSD), ex-chefe da Casa Civil de Richa. Entretanto, mudanças de conjuntura levaram Sciarra a contar apenas com a força do atual ministro das Comunicações, Gilberto Kassab (PSD). Correndo por fora estaria ainda o ex-senador Osmar Dias (PDT).

Kassab leva a vantagem de estar mais próximo do presidente interino e de ter cumprido um papel central no afastamento de Dilma. Presidente nacional do PSD, que tem a quarta maior bancada na Câmara Federal, o dirigente permitiu que os parlamentares da sigla fossem liberados para votar pela abertura do processo de impeachment mesmo ocupando o cargo de ministro das Cidades do segundo governo Dilma.

O ex-prefeito de São Paulo só deixou o ministério às vésperas da votação na Câmara, e já com a garantia de que assumiria outro posto no novo governo de Temer. Acabou assumindo a Pasta que fundiu Ciência e Tecnologia com Comunicações. Sciarra, por sua vez, preside o PSD do Paraná e deixou a Casa Civil do governo Richa em março, após ter trazido para o partido o deputado estadual licenciado e secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano, Ratinho Júnior.

Outro nome cogitado pelo PMDB seria o do ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, Rodrigo Rocha Loures, pai do assessor direto de Temer, o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures Filho. Temer tem de articular interesses de ao menos outros dois correligionários que já demonstraram interesse na mesma função: O ex-governador Orlando Pessuti, o atual membro do Conselho Administrativo de Itaipu e irmão do senador Roberto Requião, Maurício Requião.

Já o DEM de Lupion estaria articulando, trocar a direção da Itaipu pelo comando do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) com os peemedebistas, já que o partido assumiu o Ministério da Educação com a nomeação do deputado federal Mendonça Filho (DEM/PE). Para isso, o partido contaria ainda com o apoio do PSDB de Richa – que apoiou o impeachment e aderiu ao governo Temer desde o início.

Enquanto a celeuma não se resolve, Jorge Samek segue no cargo.

 

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