Prefeitura não encontra nenhuma irregularidade em contratos

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Foz do Iguaçu - PR - A Prefeitura de Foz do Iguaçu informa ter concluído a análise de todos os processos licitatórios celebrados desde o início da gestão do prefeito Reni Pereira (PSB).

Segundo a Procuradoria Geral do Município, por meio da Assessoria de Comunicação, nenhuma irregularidade técnica ou formal foi detectada. A reportagem do Jornal do Iguassu solicitou o agendamento de uma entrevista com o responsável pelos trabalhos, o procurador geral do município, Carlos Eduardo Borges Marin. Entretanto, o pedido foi negado pela assessoria de comunicação.

A iniciativa do próprio Governo de apurar possíveis ilicitudes em contratos firmados pelo município foi determinada por Reni Pereira na manhã do dia 19 de abril. Na oportunidade, poucas horas após ter sido conduzido coercitivamente para prestar depoimento na sede da Polícia Federal, o prefeito reuniu a imprensa regional e anunciou a medida.

Com o desenrolar das investigações da PF, Reni Pereira se tornou um dos alvos da Operação Pecúlio. Os investigadores visam desarticular um esquema de corrupção que desviou recursos federais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da gestão do prefeito Reni Pereira. As investigações são tocadas pela PF em parceria com agentes da Controladoria Geral da União (CGU) e da Receita Federal (RF). Até o momento, estima-se um desvio de cerca de R$ 4 milhões dos cofres públicos.

Embora a Prefeitura afirme não haver nenhuma irregularidade nos contratos celebrados durante a gestão do atual prefeito, a Operação Pecúlio está debruçada especificamente em sete contratos, todos voltados à área de pavimentação. De acordo com levantamento realizado pela reportagem, os contratos investigados foram firmados com as empresas Ativa Obras e Serviços, Terraplenagem SR, Martinello Engenharia e Incorporadora, Empreendimentos Queiroz e Construtora Coguetto Maria – Eireli, somam ao todo R$ 21.432.924 milhões.

Ainda de acordo com a reportagem, a maior parte das obras investigadas estão atrasadas. Com destaque para a duplicação da avenida Felipe Wandscheer, e a pavimentação das avenidas Sérgio Gasparetto, Andradina e João Paulo II. A prefeitura afirma que os atrasos são pontuais e que as obras serão concluídas. 

 

Prorrogação da Pecúlio

vence na próxima sexta

Termina na próxima sexta-feira (18) o prazo para que a Polícia Federal (PF) conclua o inquérito que desencadeou a “Operação Pecúlio” no município de Foz do Iguaçu. Passados um mês e doze dias, permanecem presos preventivamente o ex-diretor de pavimentação da Secretaria de Obras, Aires Silva e os ex-secretários Melquizedeque Souza (Tecnologia da Informação), Rodrigo Becker (Planejamento) e Carlos Juliano Budel (Obras).

Ligados diretamente ao Governo Reni, ficaram detidos por cinco dias na carceragem da PF os ex-secretários Charlles Bortolo (Saúde), Evori Roberto Patzlaff (de Obras) e o ex-diretor de Obras, Cristiano Fure de França.

As investigações levaram as prisões ainda de empresários relacionados ao cartel formado por empresas da região com vista à fraudar licitações públicas no município. 

Neste sentido, Nilton João Beckers, um dos proprietários da empresa Terraplanagem SR, foi transferido da carceragem da PF para uma cela localizada na Delegacia da Polícia Civil em São Miguel do Iguaçu. O empresário foi apontado no decorrer das investigações como lobista atuante no Governo Reni.

 

O prazo final para conclusão do inquérito policial termina na próxima sexta-feira

 

 

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