Uma cidade tomada pelo crime

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Cascavel, conhecida como a capital do Oeste do Paraná, viveu momentos de intensa violência e medo. Não seria exagero afirmar que boa parte da população passou por momentos de pânico e perplexidade com os ataques aos ônibus do transporte coletivo, repetindo o “modus operandi” da bandidagem carioca e paulista, porém tendo como atores bandidinhos que, ao exemplo de nossos deputados e senadores, querem ganhar o seu espaço na mídia. Afinal, alguns setores da mídia estadual e nacional se transformaram em verdadeiros penicos, aceitando e propagando (muitos aumentando e inventando) a volúpia por exposição.

É o resultado de uma cidade sem administração, sem planejamento sério, sem respeito para com a população. O administrador municipal, finda oito anos à frente do Paço, nos quais sua única preocupação foi a manutenção de serviços públicos de interesse, qualidade e efetividade duvidosa, mantidos às custas de licitações sob investigações, e com fornecedores reconhecidamente “enrolados” ou inidôneos. Aconteceu assim com a aquisição de uniformes escolares, com a reforma do autódromo (uma obra gigantesca para alegrar meia dúzia de amigos que se dizem e pensam ser pilotos e precisam de um autorama particular, financiado e mantido com dinheiro público), com os contratos e seguidos aditivos para a coleta de lixo e limpeza urbana, com a reforma do aeroporto pela Onça, com a internet gratuita e, agora, com as diversas irregularidades envolvendo as obras do PDI. Todo o esforço dessa administração se concentra em ações que envolvam altas somas em dinheiro público pagas para fornecedores de idoneidade extremamente questionável, deixando ao largo importantes questões como a manutenção das creches e das escolas municipais, o funcionamento adequado da saúde pública que beira o caos, a necessidade de novas instalações para a Polícia Civil e para a Polícia Federal, a implantação de forma séria e funcional de vídeo monitoramento para a segurança das vias e dos prédios públicos, e poderíamos utilizar as 16 páginas da edição para enumerar o que não é feito e o porquê não é feito, e o que é feito e porque o nada Bueno prefeito de Cascavel o faz.

A questão é que segurança pública não envolve a aplicação de somas milionárias, nem a realização de licitações nas quais os amigos e compadres podem se locupletar e rir do povo degustando um bom vinho importado e comendo do bom e do melhor. A falta de recursos seriamente aplicados no setor resulta nisso: a bandidagem faz o que quer, toma conta, barbariza. Enquanto isso, os patriotas e os revoltados estão preocupados com a Dilma em Brasília.

 

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