Seria a Lava Jato tão somente um projeto de poder?

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Quem usa essa maravilhosa ferramenta que Deus nos deu, chamada de cérebro, para analisar os fatos que são tornados públicos a cada dia envolvendo a famosa Operação Lava Jato, capitaneada pelo jovem juiz Sérgio Moro, certamente se questiona o que há por trás de todas as ações realizadas e repercutidas com grande intensidade e veemência pela gigante da comunicação brasileira. Analisemos alguns acontecimentos pontuais: em 2002 a Rede Globo comprou os direitos de transmissão da Copa do Mundo daquele ano, de operação.

Ocorre que a empresa era de fachada, nunca existiu nos endereços informados e seus donos eram uma empresa chamada Empire, sediada nas Ilhas Virgens Britânicas. A Empire havia comprado tais direitos por um determinado valor da FIFA, sem o pagamento de impostos e, em seguida, vendido para a Globo por um valor várias vezes maior. A Globo faturou menos do que “pagou” e, registrou um milionário prejuízo, pagando, todavia, a conta para a Empire, que levou milhões de reais tirados “legalmente” do país. Como a operação deu prejuízo, não houve o recolhimento de impostos no Brasil. A Empire encheu as burras com a os Marinhos, donos da Globo. Tudo se revelou uma gigantesca operação para sonegar impostos.

O caso veio à tona em 2006, primeiro ano do segundo mandato do ex-presidente Lula, quando a Receita Federal auditou as contas que à época, com multas e correções ultrapassava os R$ 615 milhões. O processo corria no mais absoluto segredo, sem causar preocupações para a gigante da comunicação. Em 2013, já com Dilma na presidência, e a um ano de concorrer à reeleição, o blog “O Cafezinho” torna pública a existência do processo. Em seguida, o advogado Miguel do Rosário descobriu ao acaso que o processo havia sito furtado de dentro da Receita Federal, por uma funcionária que mesmo em férias havia voltado ao seu local de trabalho para dar sumiço na documentação. O também advogado Eduardo Goldenberg descobriu o paradeiro dos documentos e a servidora Cristina Maris, responsável pelo furto do processo acabou sendo presa. Cristina foi defendida por um dos mais caros escritórios de advocacia do Brasil e solta pela mão de Gilmar Mendes, ministro que ataca direta e frontalmente o governo federal e o PT, com fortes laços de amizade com a família Marinho.

A partir do momento em que o processo por sonegação começou a andar na Receita Federal em 2013, Dilma se tornou alvo da Globo e enfrentou dura oposição já no processo eleitoral de 2014. Reeleita, não obstante o franco apoio ao candidato do PSDB, Aécio Neves, a presidente não mais teve paz nem tranquilidade para administrar o país. Agora, após sistemáticos ataques ao governo e uma campanha de “endeusamento” de Moro, a Globo e o Sistema “S” financiam o Fórum de Transparência e Competividade, com Sérgio Moro e o jornalista William Waack, que comanda o jornalismo de ataques permanentes ao governo do PT. Faltava a “cereja do bolo”: a Globo divulga através de uma de suas afiliadas uma pesquisa com o nome de Moro como preferido de 67% dos entrevistados em clara manipulação dos números. Somam supostos 17% de intenções de votos em Moro com os 51% que responderam que “talvez” votariam. (Enio Jorge Job)

 

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