O país não suporta mais isso

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A determinação em cassar o mandato da presidente da República, Dilma Roussef, e atingir mortalmente uma possível candidatura do ex-presidente Luiz Inácio “Lula” da Silva, por parte de uma mídia voraz, por setores da oposição, e por determinados membros do próprio STF, atingiu o seu ápice na manhã de ontem. Em uma ação coordenada com a imprensa, com “cobertura em tempo real”, vazamentos de informações selecionadas, e outros acontecimentos discutíveis moral e eticamente, o Juiz Sérgio Moro orquestrou a condução coercitiva de Lula para obter o seu depoimento na investigação. A princípio uma ação absolutamente desnecessária. Ao que tudo mostra, uma ação para ganhar a mídia e permitir que se espalhassem imagens do ex-presidente sendo conduzido pela Polícia Federal para que, depois, pudessem ser manipuladas das mais variadas formas em redes sociais e sites, ampliando geometricamente a repercussão e o dano causado.

Ao longo do dia, desde as primeiras horas, as notícias nos mais variados blogs políticos financiados com recursos obscuros, além de sites não tão sérios como deveriam, o assunto noticiado era de que o ex-presidente havia sido preso em sua casa em São Bernardo do Campo. A notícia foi repercutida e compartilhada até mesmo por jornalistas das grandes redes de televisão em seus perfis pessoais no Facebook. Mais tarde os boatos, propositalmente espalhados, eram de que após preso, Lula seria transferido para a carceragem da Polícia Federal de Curitiba.

A maior emissora de televisão do país tratou o assunto quase em tempo integral durante toda a quinta-feira, com boletins, comentários e participações especiais, como se estivessem cobrindo a devastação em Mariana, a passagem do furacão Katrina por New Orleans, ou o Tsunami que atingiu o Japão. Os âncoras dos mais variados telejornais, noticiaram o fato como juízes integrantes do STF, com afirmações que nem o próprio juiz Sérgio Moro fez até o momento. Por sinal, as palavras mais contundentes que Moro proferiu até agora, foram: “ao que tudo indica”, “aparentemente”, “há fortes indícios”, dentre outros termos que não ultrapassam o mero campo especulativo de quem não pode afirmar que seu investigado fez algo ilegal, imoral ou que engorde, tampouco tem provas a apontar.

A grande questão é que, enquanto Moro, o STF, o PSDB e a Câmara dos Deputados brincam de cassar a presidente da República, o país está parado. Os investidores têm medo de colocar recursos em um mercado, do qual não se tem ideia de seu futuro. Com isso a economia fica estagnada. Não há geração de empregos, não há aumento da produtividade, não há geração de divisas. Deixamos aqui um apelo ao aparentemente bem-intencionado juiz Sérgio Moro: “Se há provas de alguma ilegalidade, por favor, pelo bem do Brasil, as apresente o mais rápido possível. Dê um fim ao caso, prenda os responsáveis, afaste a presidente. Mas, se não há, tenham a decência de parar de brincar com o futuro do país”.

 

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