Cascavel: IPTU 25% mais caro a partir de 2016

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Cascavel - PR - Os vereadores conseguiram baixar os índices que o Executivo pediu, mas a população desconfia de um joguinho eleitoral para as próximas eleições. Passou facilmente, em primeira e segunda votação os Projetos de Lei 125 e 126/2015, que tratam do reajuste de tributos municipais em Cascavel, sem a natural oposição do prefeito que, normalmente, teria dado uma ordem para que o Legislativo aprovasse do jeito que ele determinou.

Através do PL 125/2015, o Executivo propôs e os vereadores da base do prefeito garantiram o reajuste dos valores das taxas para cobrança de coleta de lixo, atualizando as tabelas de acordo com o tamanho dos imóveis, localização e quantidade de lixo gerada. O aumento ficou definido em 20%.

O Projeto de Lei 126/2015 atualiza o valor venal dos imóveis, utilizado para cálculo do IPTU. Este valor deve levar em conta não apenas a recomposição do valor da moeda, mas também as características do bem e sua relação com o mercado imobiliário. O aumento ficou em 25% mais a correção monetária da UFPM, que foi reajustada em 10%.

De acordo com o secretário de Planejamento, Alisson Ramos da Luz, “a Planta Genérica de Valores não é atualizada desde 2001. Neste período, o mercado imobiliário modificou-se bastante, por isso os valores cobrados pela prefeitura estão muito desatualizados”.

Em 2014, a prefeitura havia calculado que corrigir o déficit acumulado nos últimos 13 anos demandava um reajuste dos valores venais dos imóveis urbanos em 35%, mais 6,3517% de correção monetária da UFM (Unidade Fiscal do Município). A Planta Genérica de Valores é um mapa que subdivide as áreas urbanizadas, sendo que para cada área é atribuído um único valor venal por metro quadrado para todos os terrenos que pertencem àquela região.

A arrecadação per capita com IPTU em Cascavel está bastante defasada se comparada a de outros municípios, como Maringá, Toledo e Foz do Iguaçu. Cada cascavelense paga em média R$ 79,06 de IPTU, enquanto em Maringá este valor é de R$ 255,49 e em Toledo de R$ 175,36.

O cascavelense já não estranha mais quando as comparações são para aumentar impostos, sempre que necessário a prefeitura cita as cidades vizinhas. Quando se trata de outras comparações como por exemplo aos gastos com a construção do teatro, com a concessão da coleta de lixo e a limpeza urbana, aí a conversa muda de rumo e nada serve de parâmetro. Isso sem falar que a “redução” que os vereadores conseguiram não passou de acordo para que saíssem bem junto aos seus eleitores.

Redação - Foto: Claiton Biaggi

 

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