Iapar leva gado Purunã ao Show Rural

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Cascavel - PR - A apresentação de um lote de Purunã será a atração do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) no módulo de pecuária do Show Rural 2016, na próxima semana em Cascavel, no Oeste do Paraná. A raça vem ganhando notoriedade entre os pecuaristas e já ultrapassou as fronteiras do Paraná, com criadores no Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso e até no Amazonas.

Genuinamente paranaense, Purunã é resultado de mais de 30 anos de estudos e cruzamentos envolvendo as raças Charolês, Aberdeen Angus, Caracu e Canchim, realizados na Estação Experimental Fazenda-Modelo, mantida pelo Iapar em Ponta Grossa.

É a primeira raça para corte desenvolvida no Estado e, também, a única criada por um centro estadual de pesquisa no Brasil. O nome é uma homenagem à Serra do Purunã, que separa o primeiro e o segundo planaltos do Paraná, da qual a Fazenda-Modelo é bem próxima.

QUALIDADES – Purunã agrega os atributos economicamente relevantes de cada raça formadora. Charolês contribuiu com a velocidade de ganho de peso, grande rendimento de carcaça e elevado porcentual de carnes nobres. Angus conferiu precocidade, tamanho adulto moderado e temperamento dócil, além de carne macia e com alta qualidade de marmoreio. Já as raças Caracu e Canchim transmitiram rusticidade, tolerância ao calor e resistência aos parasitas.

As vacas Purunã se destacam também pela habilidade materna e boa produção de leite, características herdadas de Caracu e Angus.

De acordo com os pesquisadores que desenvolvem a raça, Purunã pode ser adotada como para criação exclusiva ou em cruzamentos com vacas Nelore e aneloradas, visando terminação.

Em 2012, o Ministério de Agricultura autorizou o Iapar a emitir o Certificado Especial de Identificação e Produção (Ceip) do Purunã, documento que permite sua apresentação e comercialização em todo o Brasil. O registro definitivo da nova raça está em processo de tramitação no Ministério da Agricultura (Mapa).

PROJETO – O trabalho de formação da raça Purunã começou no início da década de 1980. Os pesquisadores constataram que na luta para aumentar o rendimento dos rebanhos – com uso de inseminação artificial, seleção genética e cruzamentos industriais – os criadores encontravam dificuldades na condução de acasalamentos, desconsiderando parâmetros genéticos cruciais para obter o máximo que cada uma das raças envolvidas pode oferecer.

Para resolver o problema, os pesquisadores do Iapar propuseram entregar aos pecuaristas um composto – também chamado de bovino sintético, pois é obtido pelo cruzamento sucessivo e controlado de diferentes raças – já pronto, formado a partir das raças Charolês, Aberdeen Angus, Caracu e Canchim.

Foto: Milton Doria

 

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