Vereador e integrantes do MST são presos por invasão de terra, cárcere privado e extorsão

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CASCAVEL - PR - Foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (4) uma grande operação para desarticular uma quadrilha formada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e um vereador eleito de Quedas do Iguaçu, no Sudoeste do Paraná. A operação foi coordenada pela Polícia Civil e está cumprindo mandados de prisão contra 14 pessoas. Até as 10 horas, oito já haviam sido presos.

Batizada de “Operação Castra”, a ação da Polícia Civil está ocorrendo nos municípios de Quedas do Iguaçu, Francisco Beltrão e Laranjeiras do Sul. Ações semelhantes estão sendo realizadas nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Os envolvidos são acusados de furto e dano qualificado, roubo, invasão de propriedade, incêndio criminoso, cárcere privado, lesão corporal, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e irrestrito, organização criminosa e constrangimento ilegal. Um integrante do MST nacional também está envolvido. A equipe do JI apurou que o vereador preso é Claudelei de Lima (PT), o mais votado nas eleições deste ano.

Segundo informações da Secretaria de Segurança, cerca de 70 policiais civis participam da Operação. Foram destacados policiais das delegacias de Cascavel, Francisco Beltrão e Laranjeiras do Sul, além de homens da Divisão Estadual de Narcóticos de Cascavel (Denarc), do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), do Tático Integrado Grupos de Repressão Especial (Tigre) e do Grupamento de Operações Aéreas (GOA).

A Polícia Civil informou que as investigações começaram em março de 2016, por policiais da Delegacia de Cascavel, após a invasão da Fazenda Dona Hilda, em Quedas do Iguaçu. Na ocasião, empregados da propriedade foram mantidos em cárcere privado por horas, sob a mira de armas de fogo. O dono da terra disse à polícia que após a invasão sumiram cerca de 1,3 mil cabeças de gado e que teve um prejuízo estimado em R$ 5 milhões, referente aos danos à propriedade.

O fazendeiro disse na época que os bois eram transportados com documentação irregular e a investigação apontou que uma parte destes animais foi vendida pelos integrantes do MST. Os acusados cobravam uma taxa em dinheiro de até R$ 35 mil, ou sacas de grão, para autorizar que os donos fizessem a colheita da própria plantação.

As 16h30 a Polícia Civil de Cascavel marcou uma entrevista coletiva para maiores esclarecimentos. A coletiva será na sede da PC.

Fotos: Polícia Civil

 

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