Câmara de Cascavel "renova" dois terços das cadeiras com ajuda do coeficiente eleitoral

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CASCAVEL - PR - Na Câmara de Vereadores de Cascavel, houve pelo menos aparentemente, uma grande renovação, atingindo dois em cada três vereadores. O prefeito eleito, Leonaldo Paranhos (PSC) terá uma composição que, na teoria, deve ser mais amigável e muito menos viciada da que servia aos interesses do atual prefeito, Edgar Bueno (PDT). Será ainda necessária uma hábil "costura", acertando para que os interesses da administração municipal possam ser atingidos sem o sacrifício da população, como tem ocorrido nas duas últimas administrações.

Os 21 nomes que ocuparão as salas do prédio vizinho à prefeitura de Cascavel, são: Rômulo Quintino (PSL), o mais votado dentre os declarados eleitos pelo TRE-PR, com 3.397 votos (2,08%); seguido em ordem decrescente de votação por Pedro Sampaio (PSDB), Madril (PMB), Serginho Ribeiro (PPL), Gugu Bueno (PR), Cabral (PDT), Celso Dal Molin (PR), Mazutti (PSL), Carlinhos (PSC), Bocasanta (PROS), Misael Junior (PSC), Paulo Porto (PCdoB), Valdecir Alcântara (PSL), Alécio Espínola (PSC), Jaime Vasatta (PTN), Damasceno Junior (PSDC), Mauro Seibert (PP), Fernando Hallberg (PPL), Olavo Santos (PHS), Josué de Souza (PTC) e Parra (PMDB), este o menos votado dentre os que constam na lista dos eleitos, com 803 votos, equivalentes a 0,49% dos votos.

Mais votados, mas não eleitos

O cálculo do número de votos necessário para definir quem ocupará cada cadeira no Legislativo é obtido através de uma fórmula denominada "coeficiente eleitoral". A metodologia é bastante simples e basta pegar o número de eleitores do município e dividir pelo número de cadeiras na Câmara. O candidato que ultrapassar esse "quantum", garante de antemão o seu lugar. Já os demais dependem da soma dos votos da legenda. Portanto, em uma legenda que tenha cinco partidos, a soma de todos os candidatos a vereador desta coligação" é que determinará quantas cadeiras serão obtidas para os seus candidatos.

Em Cascavel, o coeficiente eleitoral tirou do páreo candidatos que fizeram votação individual bem mais expressiva que outros, porque na soma da legenda não obtiveram a quantidade de votos suficientes para garantir a sua cadeira. Temos dentre estes, o Dr. Burgarelli (PDT), que fez 2.267 votos; o Professor Santello (PSC), com 1.574 votos; o Nei Haveroth (PSL), com 1.537 votos; o Professor Adenilson (PMB), com 1.434 votos; o Rafael Brugnerotto (PSB), com 1.407 votos e o Vanderlei Augusto da Silva (PSC), com 1.367 votos.

Outros 18 candidatos fizeram votação maior que o vereador considerado eleito na 21ª cadeira, com 803 votos, o Parra, do PMDB. Dentre os seis candidatos que "perderam a vaga" para a legenda, há dois candidatos do PSC, do prefeito eleito no primeiro turno, Leonaldo Paranhos, que poderiam ter garantido a maior bancada para um único partido dentro do Legislativo. O PSC de Paranhos teria cinco das 21 cadeiras, se os mais votados assumissem.

Dança das cadeiras

Assim que assumir o cargo, o novo prefeito deverá acomodar muitos amigos nos primeiro e segundo escalões, mas, por certo oferecerá a alguns vereadores a "mosquinha azul" de um cargo com tinta na caneta dentro do Paço, de forma a permitir que alguns dos seus vereadores bem votados possam assumir o cargo e facilitar o andamento das tramitações dentro da Câmara. Para Paranhos, valerá muito mais um vereador de confiança e obediente no Legislativo, a um razoável secretário ou diretor no Executivo.

Fotos: Arquivo

 

 

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