Passar muito tempo nas redes sociais pode levar ao suicídio, alerta especialista

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FOZ DO IGUAÇU - PR - “Passar muitas horas do dia nas redes sociais pode provocar depressão, sobretudo, entre os jovens, e até levar ao suicídio”. Esse foi o alerta da fundadora do projeto “Proteja seu filho na Internet”, Gracielle Torres, durante uma palestra sobre o “Baleia Azul”, no 14º Congresso Latino-Americano de Software Livre e Tecnologias Abertas (Latinoware), que reúne até esta sexta-feira (20), 4,5 mil participantes, na Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu.

Existe toda essa preocupação porque atualmente, segundo Gracielle, as pessoas estão preferindo o mundo virtual ao real. Há pelo menos 100 milhões de brasileiros conectados ao Whatsapp. Sem contar em outras redes sociais, como Facebook, Twitter, Instagram e Snapchat. Ela chamou a atenção para o Whatsapp porque tem sido o “caminho” mais rápidos para os criadores da ação criminosa “Baleia Azul” chegarem aos adolescentes. “Não posso dizer que é um jogo. É uma atividade criminosa que incentiva os jovens a passarem por 50 desafios, incluindo automutilação. Vence quem cumpre a última etapa, o suicídio. Seria vencer ou definitivamente perder?”.

E o Baleia Azul se tornou tão popular devido a necessidade dos jovens de serem desafiados. “Eles adoram um desafio. Essa é a grande “pegada” do jogo. Os adolescentes querem mostrar a todo o momento que são corajosos”.

Porque participar do Baleia Azul

Segundo Gracielle, os jovens acabam entrando no “jogo” por estarem ficando cada vez mais isolados da família e dos amigos. O comportamento social está mudando. Muitas famílias chegam a trocar mensagens dentro da própria casa. Amigos e até namorados preferem enviar uma mensagem a ligar um para o outro. E esse isolamento, no início, inofensivo, começa a provocar depressão. “As pessoas estão deixando de sair para conversar para ficar em casa conectados nas redes sociais”, alerta. E complementa: “A tecnologia, hoje absolutamente presente na vida das pessoas, não é prejudicial, mas sim o uso inadequado e desmedido que se faz dela. As crianças estão cada vez mais distantes do convívio social e esse isolamento pode ser muito perigoso”.

Outro efeito muito comum é o da inferioridade. Como a maioria das pessoas só posta coisas legais na internet, quem está do outro lado começa a achar que a vida dele não tem graça. E, desencadeia uma quadro de tristeza e depressão, ficando vulnerável as quadrilhas.

E ela deixou um alerta: “Pais, fiquem atentos ao comportamento dos filhos. Não é porque estão no quarto, estão seguros. Conversem mais. Se perceberem que os sorrisos estão diminuindo ou diálogo está mais escrito que falado, procure ajuda de um especialista”.

Reportagem: Abilene Rodrigues
Foto: USP Imagens

 

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