O legado do Latinoware: Projeto de robótica beneficia centenas de crianças cascavelenses

Latinoware 2017
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FOZ DO IGUAÇU - PR - As palestras e os cursos realizados durante as 14 edições do Latinoware – Congresso Latino-Americana de Software Livre – já incentivaram a abertura de empresas, desenvolvimento de programas e criação de aplicativos, mas uma oficina de robótica em 2014, foi especial. Ela inspirou um grupo de professores de Cascavel, cidade a 140 quilômetros de Foz do Iguaçu, a contribuir com o desempenho escolar de centenas de alunos da Escola Municipal Aloys João Mann.

Eles criaram o projeto Robótica Aloys, que através da robótica ensina matérias tradicionais como matemática e até português. Ele começou com a proposta de melhorar a frequência dos alunos nas aulas de reforço, mas acabou sendo incluído na grade curricular. “Precisávamos aumentar a participação e o interesse nas aulas, além de estimular o aprendizado. Lembramos da oficina de robótica do Latinoware e resolvemos colocá-la em pratica. E deu certo”, contou o instrutor Thiago Sodré.

E este ano, um grupo de 16 estudantes beneficiados pelo Robótica Aloys veio ao Latinoware para conhecer onde tudo começou. “Desde que comecei a participar das atividades de robóticas, passei a gostar mais das aulas, até, das de matemática. Agora só tiro 100”, contou Mirian Alves, de 10 anos. Opinião semelhante é de Pedro Bica, também de 10 anos. A gente aprende brincando. Conseguimos dar vida a coisas do nosso dia a dia”, disse. A última invenção, foi uma espécie de trator, chamado de taturana, controlado por um aplicativo de celular. “É como se fosse um carrinho de controle remoto, mas muito mais moderno e, o melhor, feito por mim”, contou o garoto.

Segundo Sodré, as notas deles não melhoraram por acaso. A robótica, ciência e técnica da concepção, construção e utilização de robôs, estimula o calculo, a lógica e a memória a curto, médio e a longo prazo. Até aprimora o desenho da letra, pois de maneira implícita é possível fazer links com diversos conteúdos programáticos. “Durante a atividade não preciso dizer, vamos estudar geometria, mas conseguimos falar das figuras geométricas. Estudamos física, quando testamos os conectores elétricos”, concluiu.

Reportagem: Abilene Rodrigues
Foto: Sílvio Vera

 

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