A prevenção é o melhor remédio

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Foz do Iguaçu - PR - Os rins são órgãos nobres do nosso corpo humano, que fazem o extraordinário trabalho de filtragem do sangue (em torno de 190 litros de sangue a cada 24 horas, o que equivale a limpar todo o sangue mais de 40 vezes por dia), sendo responsáveis pela eliminação de toxinas e de substâncias que estejam em excesso no nosso organismo.

A insuficiência renal acontece quando essa filtragem fica comprometida. As principais causas da insuficiência renal crônica são a diabetes e a hipertensão, e hoje, esta doença já é considerada um sério problema de saúde pública, pois sua incidência está aumentando aceleradamente nas últimas décadas. As estimativas do Brasil são de que mais de 3 milhões de brasileiros sejam portadores de insuficiência renal crônica. 

A situação mais grave e séria é que a maioria dessas pessoas nem desconfia que é portadora dessa doença, sendo que boa parte dos indivíduos só descobrirá a doença quando for tarde demais, tendo como únicas opções a diálise ou o transplante renal. 

Por que isso ocorre? Na maioria dos casos, a insuficiência renal crônica não provoca sintomas até fases bem avançadas. Não há dores nos rins nem alterações significativas na aparência da urina que possam chamar a atenção para alguma anormalidade. 

Sendo uma doença assintomática, a única forma de prevenir este mal é fazer o exame de dosagem da creatinina no sangue e a análise da urina. Qualquer pessoa pode solicitar esses procedimentos ao fazerem o check up médico, e eles são essenciais na rotina dos exames de pacientes com diabetes, hipertensos, idosos e quando há histórico de insuficiência renal na família. Vale lembrar que a expectativa de vida está cada vez maior, isso implica em se ter mais cuidados com a saúde nas 3ª e 4ª idades. 

É muito importante que as pessoas estejam mais conscientes dos órgãos vitais de seu corpo e sejam pró-ativas na hora de solicitarem seus exames de rotina. Peça ao seu médico para incluir o exame da Creatinina. O procedimento é simples, de baixo custo e não precisa fazer mais nada além da coleta de sangue que já vai ocorrer de qualquer modo pela necessidade de averiguar outras dosagens. 

O diagnóstico precoce é essencial para o tratamento e a manutenção de uma vida mais saudável, podendo assim, evitar e também retardar o aparecimento da doença renal.


Doença renal piora em diabéticos portadores de apneia obstrutiva do sono

A doença renal pode progredir mais rapidamente para os diabéticos que sejam portadores de doença renal associada a apneia do sono, de acordo com um novo estudo. A pesquisa de pacientes com distúrbio do sono, segundo os pesquisadores, poderia ajudar a identificar aqueles com risco de perda acelerada da função renal.

Segundo estudos, a apneia obstrutiva do sono é comum entre as pessoas com diabetes tipo 2. O distúrbio provoca a via aérea superior a ficar bloqueada pelo tecido mole na parte de trás da garganta durante o sono. Isso faz pausas na respiração e outros sintomas, tais como ofegante e ronco.

Pessoas com diabetes tipo 2 também estão sob maior risco para a doença renal crônica (DRC), de acordo com informações do estudo.

O estudo envolveu 56 pessoas que tinham diabetes e doença renal. Os pacientes responderam a um questionário, que os selecionados para a apneia do sono. A pesquisa mostrou que 61 por cento dos pacientes tiveram altas pontuações na triagem para apneia do sono. Esses pacientes tinham função renal muito pior do que os outros com baixas pontuações para apneia do sono. 

Este estudo mostra que um escore de alto risco para a apneia obstrutiva do sono é comum em pacientes com doença renal crônica  com nefropatia diabética em pacientes que não fazem diálise, e está associada com perda mais rápida da função renal. Os resultados foram apresentados no encontro anual da Sociedade Americana de Nefrologia, em Filadélfia. (Fonte: American Society of Nephrology, news release, Nov. 14, 2014.

 

 

 

 

 

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