Doença do beijo tem os mesmos sintomas da gripe

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Trata-se de uma síndrome clínica caracterizada por mal estar, dor de cabeça, febre, falta de apetite, dor de garganta. A mononucleose infecciosa, conhecida popularmente por "doença do beijo", tem sintomas semelhantes aos da gripe, porém não atinge o sistema respiratório, não possui vacina ou tratamento antiviral específico.

É uma patologia de progressão benigna muito comum causada pelo vírus Epstein-Barr, sendo transmitida pela saliva e troca de outras secreções, principalmente pelo beijo.

Acomete mais frequentemente adolescentes e adultos jovens, podendo acometer os mais velhos e crianças pré-adolescentes e trata-se de uma síndrome clínica caracterizada por mal estar, dor de cabeça, febre, falta de apetite, dor de garganta, aumento de gânglios ou ínguas pelo corpo, principalmente no pescoço e generalizadas, dores musculares, calafrios, náuseas, desconforto abdominal, tosse, vômitos e dores articulares.

O diagnóstico é feito pelos sintomas e achados que o médico faz durante o exame clínico, porém o diagnóstico com precisão só é feito através de exames laboratoriais, onde é detectada a presença de anticorpos no sangue da pessoa doente.

Diagnóstico Laboratorial:
- Monotest - Hemaglutinação direta
- Detecção e quantificação por PCR
- Anticorpos IgG
- Anticorpos IgM

Preparo do paciente: O jejum não é obrigatório.

Como tratar e curar a enfermidade

Não existe um tratamento específico ou terapia para a “doença do beijo” e a eficácia dos antivirais de última geração, ainda não tem sido comprovada de forma definitiva. Aos pacientes com casos graves é recomendado repouso e evitar atividades durante 1 a 2 semanas, depois do surgimento dos sintomas. Aos pacientes com casos mais leves simplesmente é aconselhado que evitem atividades extenuantes e eventos esportivos até a diminuição dos sintomas, o que normalmente ocorre depois de dois meses. Também se aconselha evitar esportes de contato para reduzir o risco de ruptura do baço, que às vezes sofre um aumento em seu tamanho por causa da infecção do vírus de Epstein-Barr. Um golpe no abdômen poderia romper o baço causando uma hemorragia grave e isso pode ser potencialmente fatal.
Prevenção

Como em todas as doenças infecciosas, a primeira forma de prevenção é a higiene pessoal e do ambiente. Especialmente, quando se tem contato com um paciente infectado é essencial evitar o compartilhamento de utensílios, alimentos, vasos, etc. Também se recomenda evitar beijar a pessoa infectada nos dias seguintes ao final das manifestações clínicas.
Mortalidade

Incluindo uma ruptura de baço, facilmente previsível, o risco de mortalidade se restringe a estados anteriores de imunodepressão. As mortes podem ser devidas a hepatite fulminante, miocardite viral e as infecções bacterianas oportunistas sucessivas.

Fabio João Benitez - Biomédico - CRBM 16.115

 

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