Theatro Municipal do Rio comemora 108 anos com apresentações gratuitas

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RIO DE JANEIRO - RJ - A Banda dos Fuzileiros Navais abriu na manhã de hoje (14) a comemoração dos 108 anos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (TMRJ), no centro da cidade, com apresentação na Cinelândia, em frente à imponente construção no estilo eclético. No repertório da banda marcial, muita brasilidade com várias músicas  Asa Branca, Feira de Mangaio, Vassourinhas, Cidade Maravilhosa e Aquarela do Brasil, além do tradicional parabéns.

Na sequência, o público entrou para prestigiar a apresentação dos alunos da Academia de Ópera Bidu Sayão e os estudantes da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, com coreografias para músicos  Strauss, Mozart e Chopin, além dos solistas Mel Oliveira e Sandro Fernandes no pas de deux do balé Don Quixote.

O diretor artístico André Heller ressalta o momento de união dos corpos artísticos e técnicos com “todos que lutam pela cultura” e com o público que ama o Municipal.

“A gente está falando da importância da arte, 108 anos de resistência mesmo, das coisas mais fantásticas, de como Toscanini, Maria Callas, até os grandes heróis da nossa música popular, grandes personagens brasileiros, Clementina de Jesus, Caetano Veloso,  Gilberto Gil, todo esse pessoal que já passou pelo palco, né. Villa-Lobos, Nelson Rodrigues, são tantas coisas, mas hoje é um dia muito especial dos corpos artísticos, onde eles oferecem junto com toda a nossa equipe para o teatro um dia inteiro de entrada franca para o público”, disse.Heller destaca que o teatro é popular, apesar de ter atrações elitistas, e que o objetivo é popularizar as apresentações. “O teatro tem preços populares, de diversas culturas e é o palco da ópera, do balé, do concerto, sim, mas a gente quer popularizar isso, que é trazer as pessoas para terem acesso a esta cultura, porque é muito nossa, muito brasileira, nada de elitista e todo mundo merece conhecer e celebrar.”

Mãe de uma aluna da Escola Maria Olenewa, Emanuele Medeiros levou a filha Rebeca, de 6 anos, para prestigiar a irmã Yasmin, de 10, que há 3 anos está na escola estadual de balé. “É maravilhoso, nem todos tem a oportunidade de estar aqui visitando o local, então é aberto à cultura, é importante isto. Pra minha filha [estudar balé] é um complemento da educação  e abre portas para um futuro melhor, tanto no profissional, como no físico, na educação dela influi tudo. Então acredito que é também primordial.”

O bailarino Gustavo Rodrigues, 21 anos, veio de Maricá, na região metropolitana do Rio de Janeiro, com colegas e professores da Escola de Dança Movimentart para aproveitar todas as atrações do aniversário. “Vamos passar o dia todo, de fila em fila. Para gente é muito importante, porque é muita inspiração, é uma revitalização para nós, que somos artistas e escolhemos isso para a vida. E é muito prazeroso fazer parte de todo este movimento que a gente sabe que é em prol de um levantamento e de uma apreciação que, infelizmente, parece que está se perdendo.”

Repórter: Akemi Nitahara
Edição: Valeria Aguiar
Foto: Tânia Rêgo 

 

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