Boca Maldita - 13 de Outubro de 2016

Estilo

Muito preparado... pouco experiente...

Sempre tem a turminha dos comentários maldosos. Em todo o lugar, das Igrejas à mesa quadrada da Boca Maldita. E, quando o assunto é política, então, até o padre fica meio maldoso nos comentários. Surgiram conversas de que um candidato que se apresentou nas eleições passadas como o mais preparado para administrar Foz do Iguaçu não é lá muito bom quando se trata de dialogar com os trabalhadores. Quando a prática se dá em seus bem-sucedidos negócios, as consequências ardem somente no seu bolso. Porém, imaginem o "homi" à frente da prefeitura, tratando os funcionários públicos como se fossem os empregados de suas empresas? Não seria de se espantar se surgisse uma cascata de ações trabalhistas contra o município. O problema, nesse caso, é que o custo arde no bolso do contribuinte. Ou seja, no seu, no meu, no nosso. E, nem entramos nos comentários a respeito do assédio, porque hoje, se falar um pouquinho mais alto com o funcionário, já aparece um "dotô" querendo entrar com uma ação por assédio...


Quanto papo furado...

A possibilidade de que haja nova eleição em Foz do Iguaçu, caso o TSE não reverta as decisões de primeiro e segundo graus que impugnaram a candidatura de Paulo Mac Donald, tem provocado o maior sururu entre os pretendentes ao cargo. Contudo, os Bocudos só ouvem papo furado a respeito do tema. De real, mesmo, se houver novas eleições, Chico Brasileiro praticamente concorre contra ele mesmo, além de ser o único que tem uma estrutura política montada para enfrentar novo processo eleitoral. É histórico e cientificamente comprovado que nenhum candidato tem o poder de transferir seus votos em grandes percentuais para outro candidato, portanto, não se iludam os que se dizem candidatos natos à vaga de Mac Donald, fazendo a conta dos votos do ex-prefeito como se fossem seus. Dos mais de 58 mil votos de Paulo Mac Donald, toda sua habilidade política e legado de bom administrador conseguiriam transferir para outro candidato menos de 40% dos votos que somou nas urnas. Os outros 60%, de eleitores em busca de uma opção viável e que não esbarre na Justiça Eleitoral, muito provavelmente parariam na conta do deputado do PSD.


Nem precisa comentar...


As certezas da vida...

Tirando a morte, só temos duas outras certezas na vida: a de que teremos greve dos bancários e dos professores em algum momento do ano. A dos bancários se encerrou há pouco e a dos professores já é cantada em prosa e verso. Considerando a iminente paralisação dos docentes, os Bocudos perguntam: "Para que reintegrar as escolas que estão ocupadas pelos alunos paranaenses?" Não seria muito melhor incentivar a ocupação e, assim, durante toda a greve dos professores, que sabe-se lá quanto tempo durará, termos o patrimônio público ocupado e cuidado pelos próprios alunos. Também, considerando que os pais, em respeitável percentual, enfrentam as consequências da crise de administração dos governos municipais, estadual e federal, alguns até temporariamente desempregados, não seria esse o momento de se engajarem na luta dos filhos e, pela primeira vez na história desse estado, termos uma greve com os alunos nas salas de aula, ao invés de fora delas?


Economia estranha...

A tal da PEC 241, anunciada e defendida por Temer como a salvação para o furo orçamentário e financeiro do Brasil deve ser olhada com muita cautela. Ela corta substancial fatia de recursos destinados à educação e à saúde, e não implementa uma única medida para o combate efetivo e implacável da corrupção, verdadeiro ralo por onde escoam centenas de vezes mais recursos do que os utilizados nos dois principais setores onde se concentram os cortes. Comparando o país a uma família, a PEC 241 é algo como o pai de família com problemas de orçamento, cortar o remédio da vovó e o leite do bebê para poder continuar fumando charutos cubanos e tomando whisky escocês. É tão simples de entender que, ao contrário do que a grande mídia tenta fazer crer, até os alunos secundaristas entenderam muito bem o que está ocorrendo.


Presidência da Câmara

Os vereadores mais votados começaram cedo a guerra pela presidência da Câmara. Nanci Rafain Andreola saiu na frente e disse que merece e quer a presidência. Os demais postulantes tomaram um pouco mais de cuidado para não afastar outros pretendentes. Será muito difícil encontrar um candidato de consenso e a pauleira vai comer solta.


Vai chegar na ALEP ?

Ao que tudo indica, a Operação Pecúlio toma o caminho da Assembleia Legislativa. Todas as informações e especulações sobre a delação premiada de Carlos Budel, indicam que ele tenha entregue de bandeja o prefeito Reni e a deputada Claudia Pereira (ver matéria na página 5 da edição impressa). Nilton João Beckers já teria dado o fio da meada à PF, mas tudo correu em segredo de justiça. O caldo pode engrossar pro lado da ALEP e do Palácio do Iguaçu.


Biometria para os médicos

Esta semana a Prefeitura anunciou que irá implantar pontos biométricos para os médicos de Foz do Iguaçu. Serão instalados 37 leitores biométricos nas unidades de saúde. Se já faltavam médicos na cidade, a coisa pode piorar, porque alguns profissionais costumam ficar apenas duas horas no consultório do SUS e depois picar a mula para sua clínica particular. A previsão de quem entende do assunto é que se implantado o ponto biométrico muitos desistirão dos contratos com o município, pois o principal atrativo nunca foi a remuneração, mas a facilidade de trabalhar somente uma pequena parte do tempo contratado.


Castração de pedófilos

A Indonésia, que já executou dois traficantes brasileiros por fuzilamento, volta a aprovar leis controversas. Desta vez o parlamento daquele país autorizou a castração química, execução e outras punições para pedófilos condenados pela Justiça. A castração química é uma forma temporária de castração ocasionada por medicamentos hormonais para reduzir a libido. O pessoal aqui da Boca Maldita acha que pedófilo deve ser castrado da maneira tradicional. Desculpem aí os religiosos contrários à medida.

 

Adicionar comentário

Os comentários não representam a opinião do Jornal/Portal do Iguassu, sendo de total responsabilidade de seus autores. Os usuários do Portal podem comentar os artigos e os comentários de outros usuários. Não há um limite preestabelecido de comentários por artigo, no entanto, os moderadores podem, a qualquer momento, encerrar os comentários, se um determinado artigo estiver causando discussão exagerada ou fora do assunto tema.
Palavra ofensivas, de baixo calão ou desrespeitosas, ocasionarão o bloqueio do IP do usuário. Usuários bloqueados, cujo acesso se der através de redes corporativas, provocarão o bloqueio de toda a rede, impedindo o acesso dos demais usuários. Uma vez bloqueado, o IP só será liberado após identificado o usuário que tiver infringido as regras de postagem.


Código de segurança
Atualizar