Boca Maldita - 10 de Outubro de 2016

Estilo

O criador de cobras

Um político famoso da cidade confidenciou a amigos estar cansado de criar cobras. Recordou 2005, quando criou uma cobra educacional e outra legislativa, que quase lhe arrancaram os olho$ majorando orçamentos. No decorrer do tempo, criou outras cobras que destilaram seu veneno na última eleição, aliando-se à cobra master que quase lhe dá um bote fatal.

Falta de coletes

Ontem a Guarda Municipal foi obrigada a devolver os coletes que havia emprestado da PRF. A maioria dos coletes da GM estão com prazo de validade vencido e a Prefeitura não tem grana para comprar os novos. Por isso, os guardas são obrigados a fazer o revezamento, prejudicando a segurança. É um simples exemplo do que ocorre na Prefeitura, atualmente. Uns dizem que é culpa do prefeito preso, que teria deixado tudo de cabeça para baixo; outros dizem que se ele estivesse administrando, tudo estaria funcionando, como creem que estava, antes.

Descascando abacaxi

O próximo prefeito de Foz deverá ter nervos de aço para descascar os abacaxis que proliferam em todos os setores da prefeitura: falta de coletes, creches em meio período, corte de luz na UPA, centros de convivência destruídos, prainha interditada, falta de médicos, laboratório municipal fechado, hospital pedindo socorro e os cofres públicos combalidos. O futuro prefeito precisará de muito fôlego para descascar esse abacaxi tamanho família. Outro abacaxi não menos espinhoso está nas mãos do TSE, que deverá dizer se Foz terá um prefeito no dia 1º de janeiro, ou se terá mais um custoso e extenuante processo eleitoral.

Tornozeleira eletrônica

O vereador Zé Carlos foi solto no domingo por determinação do desembargador José Maurício Almeida. O vereador foi condenado por peculato. Ele será obrigado a usar tornozeleira eletrônica. Zé Carlos garante: ninguém vai pegá-lo de calça curta. O Ministério Público, no entanto, é contrário à medida, e quer, justamente o contrário, que a pena do vereador seja aumentada.

Não fica um...

Não temos procuração para defender o vereador Zé Carlos, mas foi uma injustiça prendê-lo por pegar dinheiro de assessor, uma vez que a prática é comum, não somente nas Câmaras de Vereadores, como nas Assembleias Legislativas e no próprio Congresso. O que falta, mesmo é criminalizar quem se presta a entregar parte do ganho aos chefes. Se o neguinho pegar o mesmo tempo de cadeia, vai pensar duas vezes antes de aceitar um cargo que lhe obrigue a dividir o salário com o patrão. Como dizia o verso da famosa música de Bezerra da Silva: “Se gritar, pega ladrão, não fica um meu irmão”...

Terá chegado a hora de pegar os mensaleiros de Foz?

Primeiro a PF não podia prender os vereadores envolvidos com o “mensalinho”, porque boa parte de seus agentes de campo estava nas Olimpíadas. Depois veio a campanha eleitoral, e ninguém podia ser preso. Esta semana, dizem que estaria tudo programado, mas o feriado do Dia das Crianças atrapalhou a operação. Portanto, na próxima semana, as Excelências que botaram a mão na cumbuca poderão ser acordadas às seis horas da matina, não necessariamente por um japonês.

Chega de lero-lero

Nesta terça (11) haverá sessão na Câmara de Vereadores. Nenhum projeto de grande envergadura será apresentado, apenas requerimentos fajutos e indicações sem qualquer relevância. Todavia, o pau poderá comer solto durante a palavra livre. Pena que essa parte sempre ocorre durante o horário de almoço, quando todos vão embora para não ouvir o lero-lero dos vereadores.

Saindo muito na frente

Disputas da presidência da Câmara, em qualquer cidadezinha desse nosso Brasil dão o que falar. É uma verdadeira guerra. Todo mundo quer sentar na cadeira mais fofinha do Plenário, ter o gabinete maior, poder nomear o maior número de assessores, não somente em seu gabinete. Agora imaginem o tamanho dessa briga em Foz, onde caso o Tribunal Superior Eleitoral - TSE mantenha a impugnação do candidato mais votado, provocará novas eleições, o que elevará o presidente do Legislativo ao posto de prefeito da Terra das Cataratas, durante o processo eleitoral. Em meio à muitas possibilidades e candidatos interessados no cargo, desponta a vereadora mais votada do pleito ocorrido recentemente, Nanci Rafain Andreola. De família tradicional, dizem que a vereadora já estaria correndo na frente com as tratativas, após o JI ter divulgado entrevista na qual Nanci colocou seu nome para a disputa.

Novo, sim; bobo, não!

As urnas eletrônicas, no último dia 02, revelaram a vontade de renovação dos eleitores e levaram à Câmara, para a próxima Legislatura 2017-2020, até o momento, nove novos vereadores. Processos que ainda correm na Justiça com relação às candidaturas, podem mudar esse cenário, assim como ações decorrentes da Operação Pecúlio, que continua em andamento. Os novos, porém, nem entraram e já estão com a pulga atrás da orelha. Devem andar com as próprias pernas, sem esquemas ou conchavos com quem quer que possa estar na prefeitura. Parece que, finalmente, os políticos desse nosso país estão se dando por conta que, após o celular com câmera, não dá mais para dar moleza...

“Deixa que eu faço”

Esquentou o debate entre Rafael Greca e Ney Leprevost no segundo turno da eleição em Curitiba. Em determinado tempo do embate, Leprevost disse que Greca era um político ultrapassado e que estava prometendo o que não poderia cumprir. Com toda sua experiência, Greca respondeu:
- “Eu sei fazer. Se você não sabe, deixa que eu faço!”

Tiro ao pombo, saiu pela culatra

Cinco dirigentes de um clube de caça e pesca de Piraquara responderão na Justiça por crime ambiental. No último domingo, o clube realizou uma competição de tiro ao alvo com pombos vivos, prática proibida por lei. A Polícia Ambiental foi acionada e interrompeu a brincadeira de mau gosto. Foram encontrados 91 pombos mortos, 12 agonizando e 196 vivos. Aqui em Foz, um hoteleiro antigo, carcomido pelo tempo, tentou realizar uma competição semelhante e só não foi pro xilindró porque era amigo das “otoridades” da época.

 

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